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A Cliqo mede com uma regra editorial: número que engana é pior que número menor. Por isso algumas métricas aqui são menores — e mais honestas — do que as de outras ferramentas. Este artigo define cada uma.

Do envio à entrega

Enviados é quantos e-mails saíram. Entregues é quantos chegaram — a diferença se divide em: soft bounce (rejeição temporária, o provedor tenta de novo), hard bounce (endereço inexistente — o contato é suprimido automaticamente dos próximos envios), reclamação (marcou como spam — também suprimido), suprimidos (bloqueados pela sua blocklist antes de sair), pendentes (ainda processando) e falhas. O relatório da campanha mostra os sete grupos (os entregues e esses seis), e a soma sempre bate com os enviados.

Abertura — sempre “estimada”

Abertura é medida por um pixel invisível. O problema: o Apple Mail Privacy Protection carrega esse pixel automaticamente, mesmo que a pessoa nunca abra o e-mail — inflando aberturas em qualquer ferramenta. A Cliqo marca essas aberturas de máquina separadamente e rotula a métrica como estimada. Consequência prática: decida por cliques e conversões, não por abertura — é assim que os fluxos da Cliqo funcionam por padrão.

Clique humano

Antes de contar, a Cliqo remove o que não é gente: scanners de segurança corporativos (que “clicam” em todos os links do e-mail em segundos), pré-carregamentos e robôs. E cada pessoa conta uma vez por envio — quem clicou cinco vezes no mesmo e-mail não vira cinco cliques. O número bruto, com bots, fica disponível para auditoria; o relatório usa o humano.

Interações AMP e Taxa AMP

Interações são ações dentro do e-mail — girou a roleta, respondeu o quiz, enviou o formulário — contadas por pessoa e detalhadas por bloco no relatório. A Taxa AMP mostra que fração dos destinatários viu a versão interativa (em vez do fallback HTML): a Cliqo detecta qual versão cada pessoa abriu.

Conversões e receita atribuída

Uma venda conta uma vez, mesmo que o cliente tenha sido tocado por várias campanhas — o modelo de atribuição decide quem leva o crédito (padrão: último clique, contando cliques de até 30 dias antes da compra). Em Análises › Atribuição dá para trocar o período — datas livres ou atalhos de 7 a 90 dias; nos atalhos de 7 e 14 dias, a janela de clique acompanha o atalho — e o modelo para primeiro toque. O que não tem toque rastreado aparece como “Orgânico / outros canais”, não é distribuído à força. Abertura não atribui venda — só clique e interação. Por isso o número difere do Google Analytics: o GA não enxerga interações dentro do e-mail nem o Pix pago no próprio e-mail — e usa outro modelo de atribuição. Os dois estão “certos”; medem coisas diferentes.

Duas convenções que você vai notar

  • Falha de leitura não é zero. Quando uma métrica não pôde ser lida, o relatório diz isso (“métricas indisponíveis”) em vez de mostrar 0 — zero de verdade e falha de leitura são coisas diferentes.
  • **Traço em vez de R0.∗∗Receitaqueaindana~oeˊmedida(porexemplo,emcanaisreceˊm−lanc\cados)aparececomo"aindana~omedimos",nuncacomoR 0.** Receita que ainda não é medida (por exemplo, em canais recém-lançados) aparece como "ainda não medimos", nunca como R 0 — que sugeriria que a medição existe e deu zero.

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